
Então, nem só de flores vivemos nós.
É muito bonito vir aqui e derrubar a lista de bailarinas que eu assisto e assisti muito tempo. Fica parecendo uma dieta bastante vegan. Parece-me que andei negligenciando uma parte importantíssima da minha inspiração e impulso criativo
Enfim, vamos falar claramente: quem não deve, não teme e há muito deixei de temer. Além de ter assumido minha natureza carnívora desde que larguei o peito de mamãe.
Tenho um caso com minhas "musas"- muitas vezes se manifestam assim como um "Venus as a boy" - assim como o impulso sexual é de uma inebriante qualidade criativa. Como um período fértil, de uma verdadeira ovulação de idéias acompanhadas por sensações cheias de prazer e euforia. Fico apaixonada - É engraçado mesmo.
Está bem, sei que não é fácil acompanhar essas coisas estranhas que descrevo. Vou usar meus exemplos cinematográficos:
Quando eu tinha oito anos, assisti pela primeira vez um filme chamado A Lenda, do Ridley Scott.
Pois bem.
A cena que eu mais amava era uma dança na qual a princesa Lili finalmente cedia - depois de muita resistência; e se deixava levar pela presença de uma sombra leve (que a convidava a dançar). É então que em meio a uma espécie de frenesi ela se transforma, perde as roupas brancas de princesa e ganha um luxuoso vestido negro. Então finalmente, ela se encontra com o senhor do castelo que a mantém cativa. É uma figura impressionante, linda e viril: metade cavalo metade humano e inteiro vermelho - para mim aos 8 anos deveria ser assustador. A maioria das crianças dessa idade identifica nessa criatura um demônio, ou um diabo (para alguns um "marketing" bem feito . . . ).
Ela o repelia apesar de ele se mostrar apaixonado e muito delicado com ela. Eu sentia raiva dela! Me lembro vividamente, pensava "Como você é má, ele te dá tudo, tira você da floresta, quer te proteger! Além de tudo ele é lindo, fica com ele sua burra."
Ele, o Lord of the Darkness, vilão que havia mandado duendes malvados roubarem os chifres dos unicórnios e tudo aquilo. Se alguém tão poderoso era capaz de demonstrar tanto amor, era porque precisava de muito amor. Além dos aspectos apaixonados de seus desejos e da convicção que sua voz transmitia.
Enfim esse personagem foi uma espécie de musa para mim.
Bom, vocês conhecem minha fixação insana no Batman, certo? Não? AAAaaaaah então tratem de ficar sabendo: e jamais façam piada disso. O Batman pra mim é um assunto muito sério.
Meu mais recente vilão amado é o Lorde Blackwood, interpretado deliciosamente por um ator que vem chamando minha atenção nos últimos tempos: o Sr. Marco Giusepe vulgo Mark Strong. Ele está no Sherlock Holmes do Guy Ritchie.
Enfim, afiem as garras e dêem uma chance ao desconhecido. É muito inspirador.