Em 2013 completei 33 anos. Passar dos 30 inspira reflexões em qualquer mulher;
resolvi compartilhar com vocês algumas delas.
O que mudou dos meus 23 pra agora?
Antigamente a dança era a razão da
minha vida. Hoje a razão é a vida e a dança é uma maneira especial de celebrar
isso.
Antes eu fazia dieta pra ter uma
cinturinha; hoje faço dieta para me sentir bem. Aliás, quero viver o máximo que
eu puder - só pra ver meu filho se tornar o homem que eu sei que ele será um
dia.
Quando eu tinha 20 e poucos anos
atitude era: ter convicções fortíssimas, que não mudariam nunca. Hoje convivo
com a certeza de que mudar é preciso, abrir-se para o novo é a atitude mais
importante da vida.
Acreditava que ser uma boa
professora era ensinar meu caminho para minhas alunas; agora vejo que um bom
professor estimula seus alunos a seguirem seus próprios caminhos – sempre com
generosidade.
Queria envelhecer como a Sofia
Loren, glamurosa, em cima de saltos altíssimos. Hoje penso em envelhecer como
minhas avós: cercada por uma família amorosa, amigos de longa data e belíssimos
cabelos brancos, ornamentados por rugas teimosas – daquelas que de tanto
gargalhar, sem me poupar, acabem marcando minha expressão.
E
por falar em rugas, esse ano ganhei minhas primeiras marcas de expressão: uma
linha perpendicular entre as sobrancelhas, dessas de mulher brava, outras ao
redor dos olhos. Espero que ainda venham muitas . . .
No passado eu pensava que sucesso
era realizar tudo aquilo que sonhamos. Atualmente, tenho a impressão de que
sucesso é realizar até o que você nunca (ousou?) sonhar um dia.