Era uma vez, numa casa de bonecas, uma luva de cetim negro exalando um esquecido aroma de cerejas.

A luva foi perdida no fundo da terceira gaveta de um armário muito antigo, junto a um par de sapatos forrados de veludo vermelho que nunca foram usados.
Precisamente às 15horas, quando era servido o suntuoso café de mentirinha, em meio à renda de luxuosos vestidos, babados e plumas - a luva de cetim, acompanhada pelo par de sapatos dançava até o anoitecer - sonhando com o calor da mão que envolvera com ternura por uma noite.
foto: Shaíde Halim

A luva foi perdida no fundo da terceira gaveta de um armário muito antigo, junto a um par de sapatos forrados de veludo vermelho que nunca foram usados.
Precisamente às 15horas, quando era servido o suntuoso café de mentirinha, em meio à renda de luxuosos vestidos, babados e plumas - a luva de cetim, acompanhada pelo par de sapatos dançava até o anoitecer - sonhando com o calor da mão que envolvera com ternura por uma noite.
foto: Shaíde Halim